23 Agosto

_ALUNOS DO COTEMIG PARTICIPAM DO “CLUBES DE CIÊNCIA” E RELATAM SUAS EXPERIÊNCIAS

Seis estudantes da 2ª série do Curso Técnico em Informática do Colégio COTEMIG participaram do primeiro “Clubes de Ciência” no Brasil, fundado por cientistas e professores da Universidade de Harvard, ​com o apoio de pesquisadores do ​Massachusetts Institute of Technology (MIT) e da UFMG, ensinando ciência de alta qualidade para 80 estudantes selecionados em todo o país por inscrição via internet.

A dimensão e importância desse intercâmbio de conhecimento ficam claras para o crescimento profissional e pessoal de quem participou dessa primeira edição em alguns depoimentos de alunos do COTEMIG, destacando emoções e experiências.

 

     

 

Rachel Rocha de Moraes

O  projeto “Clubes de ciência” chegou a mim pela professora de biologia Natalia. Desde então, me dediquei muito ao processo de seleção com ajuda e incentivo dos meus amigos.

Quando soube que minha professora havia sido selecionada, fiquei muito feliz. Também desejava participar do projeto e, o que de fato, aconteceu.

Os primeiros dias foram os mais difíceis. Não sabia o que esperar. Não conhecia ninguém e era uma das alunas mais novas. A maioria já cursava faculdade ou algo do gênero. Ao longo da semana, percebi que nada disso importava. O importante era todos estarem unidos por uma única razão: ciência. Isso era o suficiente para nos tornar mais próximos.

Tivemos palestras diárias, exceto no último dia. Histórias inspiradoras, apresentações de teses - doutorado/mestrado ou projetos de divulgação científica. Profissionais de diversas áreas do conhecimento mostraram como é a vida de um cientista e como a divulgação e o apoio à ciência são importantes, fundamentais no Brasil.  

 

Vitor do Espírito Santo Pimentel

No mês de maio a nossa professora de biologia, Natalia Souza, apresentou o projeto Clubes de Ciência (CdeC) para a sala e algo me chamou muito atenção, pois sempre me interessei por ciência e a proposta, realmente, era muito boa. Fiz minha inscrição no prazo final e fiquei esperançoso para ser escolhido. E o evento seria durante minhas férias! Enfim, fui um dos aprovados e fiquei extremamente feliz. No último dia de aula do colégio, fomos presenteados com camisetas e um jaleco para serem usados durante o grande e esperado evento.

17 de julho: Começou o evento e esse dia mudou meu olhar sobre a ciência. No auditório do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) recebemos nossas credenciais e a identificação dos grupos de trabalaho, sendo que fiquei no grupo de Células tronco e edição genômica. Após a cerimônia de inauguração com a doutora Bruna Paulsen, doutor David Soeiro, doutor Rafael Polidoro, doutor Luiz Davidovich, doutora Zélia Maria e doutora Monica Maria, começaram as palestras com o doutor Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), sobre a história e a importância da ciência no mundo e no Brasil. Depois tivemos mais palestras com o doutor Bruno Rezende sobre a filosofia da ciência e o método cientifico, seguida de almoço. Após, voltamos para o auditório para mais palestras, sendo uma sobre a FAPEMIG, outra sobre a dengue e uma sobre o Labster, um aplicativo que simula um laboratório virtual pela doutora Bruna Paulsen. Por fim, tivemos uma gincana para nos conhecermos, chamada two trues one lie (duas verdades uma mentira, em inglês), encerrando o dia.    

18 de julho: Tivemos a palestra sobre Células tronco com a doutora Bruna e foi feita divisão da sala em cinco grupos com quatro pessoas, seguida do almoço. Retornamos para uma palestra no auditório sobre a Fiocruz, UFMG Escolas e AFS intercultura. Posteriormente, seguimos para a sala e fomos instruídos a pensar em um projeto cientifico, juntamente com nosso grupo para apresentar na sexta feira. Várias ideias apareceram e, mais no fim, a minha ideia, envolvendo a capacidade de regeneração das salamandras, foi a escolhida para o nosso projeto.

19 de julho - Tivemos palestras de alguns instrutores dos outros clubes, uma palestra do programa Cientista ß. De volta ao Clubes, outra com a doutora Hannah Gomes e o doutor Paul Franco, seguida de almoço e, logo depois, palestras sobre Youth Citizen Entrepreneurship Competition e a Emerge e Neurociência. No fim, assistimos a  apresentação sobre o projeto de cinema e pipoca. Ao retornar ao Clubes, trabalhamos nos  projetos com a ajuda do professor do COTEMIG, Felipe Davite Silva e meu grupo conseguiu um contato com uma bióloga especializada em anfíbios que nos ajudou com nossas dúvidas sobre as salamandras.

20 de julho - Novamente, tivemos palestras de alguns instrutores dos outros clubes e seguimos para os grupos, finalizando os projetos e, depois do almoço, assistimos a duas palestras, sendo uma sobre inovação em ciência e outra sobre a Education USA.

21 de julho - Fizemos os banners dos trabalhos e preparamos a apresentação. Após o almoço, mostramos a ideia no estande e fizemos um bom trabalho. Meu grupo tinha pessoas extremamente boas e os integrantes eram Letícia Duarte de Oliveira Costa (CMBH), Maria Thereza Moreira de Menezes (Colégio Ari de Sá Cavalcante), Pedro Henrique de Mattos Gomes (Colégio Bernoulli), Vitor do Espirito Santo Pimentel (Colégio COTEMIG), Beatriz Campos Codo  e Lorena Terene (Nossas instrutoras). Posteriormente, fomos para a cerimônia de encerramento, em que nosso grupo de células tronco cantou uma parodia de Ed Sheeran The Paper Of You (Shape Of You) no refeitório do ICB, feita pelo Pablo Cardoso e recebemos nossos diplomas. Tiramos várias fotos para finalizar essa incrível semana.

 

Caio Cesar Pereira 

Desde criança, meu grande sonho foi ser um cientista e, com o passar do tempo, esse sonho se defasou e se tornou algo menor, como uma ideia (ainda assim esteve ali presente em mim) e, então, desenvolvi interesses sobre como funcionavam as máquinas. Foi assim que tive interesse em entrar para o COTEMIG.

No COTEMIG, conheci o professor de biologia, Felipe Davite, que participaria como um dos monitores do Clube de Ciências Brasil, patrocinado pelo COTEMIG. Ele divulgou o evento na sala e, imediatamente, chamou minha atenção. Procurei saber mais. Achei interessante. Acessei o site e fiz meu cadastro. Dias se passaram e recebi um e-mail de aprovação informando que o meu clube seria "Arte e Imunologia: Visualizando o Sistema Imune".

Enquanto esperava o início do evento não sabia o que deveria fazer. Então, para me preparar, tentei estudar um pouco de biologia.

Finalmente, o dia do evento chegou. Eu estava um pouco nervoso, pois era o primeiro dia de algo novo e não sabia como seria essa experiência na parte da manhã. Assistimos várias palestras e uma aula com exposição de cinco temas: "Citometria de Fluxo", "ELISA e ELISPOT", "Microscopia de Desfocalização", "Imunofluorescência" e "É Possível Vacinar Insetos?". Após ter uma ideia sobre o que era cada tema, os participantes deveriam escolher o tema de interesse e escolhi participar do grupo "É Possível Vacinar Insetos?".

No primeiro dia, meu grupo deveria capturar alguns mosquitos (que já haviam sido previamente expostos à bactéria E.coli), injetar a bactéria nele e deixá-lo durante uma noite para ver se conseguiria combater a bactéria, mas ocorreram imprevistos e nosso grupo não conseguiu uma gaiola com os mosquitos.

No segundo dia, assistimos diversas palestras e depois voltamos ao laboratório para começar, oficialmente o projeto. Preparamos as placas de petri com LB ágar. Recebemos os mosquitos e decapitamos alguns no microscópio, apenas para ver como era internamente. Deixamos os mosquitos no gelo para que ficassem anestesiados e depois os matamos com álcool, retirando o álcool do recipiente e os maceramos para extrair a hemolinfa. Posteriormente, utilizando uma pipeta, preparamos a hemolinfa do mosquito e a depositamos em um eppendorf, colocando em uma centrífuga para separar a hemolinfa de qualquer resíduo restante.

No terceiro dia, assistimos mais diversas palestras e fomos ao laboratório trabalhar: calculamos quanto de cada substância teria em cada placa de petri, colocamos as substâncias em cada placa de petri com agar. Preparamos alguns meios de cultura LB sem agar (líquido) para depositar certa quantidade da bactéria e da hemolinfa do mosquito. Colocamos tudo em uma estufa e fomos embora.

No quarto dia, tivemos novamente diversas palestras e no laboratório contamos quantas colônias de bactéria haviam crescido em cada placa de petri com LB ágar e criamos hipóteses, baseadas no resultado que obtivemos. Depois medimos a densidade das bactérias que se encontravam no meio de cultura líquido (LB sem ágar).

No quinto dia, assistimos palestras pela manhã, medimos novamente a densidade das bactérias em meio líquido para observar se houve aumento e juntou todos os dados gráficos para explicar o experimento e levar à feira de ideias para apresentação de todos os projetos.

 

Bernardo Citavicius Cardoso Fontes

Foi a professora de biologia Natalia que apresentou para a nossa turma o projeto do Clubes de Ciência. Fiquei muito interessado e resolvi me inscrever. Dias depois recebi o e-mail informando que havia sido selecionado para participar do grupo "Inovação e empreendedorismo científico", justo o que eu tinha tido mais interesse. Fiquei muito animado e não esperava a hora de começar. Para me preparar, pesquisei um pouco sobre o tema e fiquei muito entusiasmado com o projeto.

Com os grupos já montados, foi dada a tarefa de elaborarmos uma empresa fictícia para fabricar um sabonete anti acne e no fim de semana, deveríamos apresentar o produto pronto. Em um laboratório da UFMG confeccionamos o sabonete e elaboramos a marca. Com a ajuda dos monitores do clube, usamos equipamentos do laboratório e escolhemos os componentes do sabonete. Na minha opinião, as atividades tiveram grande peso educacional por estimularem a criatividade e trabalho em equipe. Muito bom!

Como em todos os dias do Clubes de Ciªencias, tivemos a oportunidade de presenciar diversas palestras de pessoas extraordinárias, inclusive um homem africano com uma história fantástica sobre sua vinda ao Brasil para estudar medicina e poder voltar a seu país para fazer projetos e melhor a vida das pessoas. Um grande exemplo!

A apresentação do nosso projeto foi um sucesso e todos que visitaram o estande aprovaram a ideia. Tivemos uma confraternização no final para despedida e pude chegar a conclusão de que essa foi uma das melhores semanas de férias que já tive. Conheci tanta gente incrível e aprendi tanto com todos que me deu até inspiração para um dia poder fazer um projeto meu, sério e, quem sabe, até melhorar um pouco o mundo com ajuda da ciência.

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