Cotemig: Sua revolução começa aqui

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Por: Leonardo Tavares – Professor na Faculdade COTEMIG / Cientista de Dados no Hospital Israelita Albert Einstein / Coordenador do Curso de Pós-graduação em Data Science e Big Data da Faculdade COTEMIG

Fonte: Portal Tecnews – 28/02/2020

 

Nos últimos dias temos ficado em alerta com o crescimento dos casos suspeitos e confirmados de contaminação por COVID-19 ou, mais popularmente conhecido, o coronavírus. Mas o que é realmente o coronavírus? De acordo com a Organização Mundial da Saúde:

“Os coronavírus são uma grande família de vírus que podem causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, sabe-se que vários coronavírus causam infecções respiratórias que variam do resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS)”.

Os sintomas mais comuns do COVID-19 são febre, tosse seca e cansaço, algo muito semelhante a um resfriado leve. O contágio se dá principalmente de pessoa para pessoa através do contato de secreções (como as gotículas de espirro, por exemplo), assim como na gripe comum. Mas então o que há de se preocupar? Pois bem, ainda não entendemos por completo qual é a real gravidade da doença e em que ela pode se transformar.

E em que a inteligência artificial pode nos ajudar? As técnicas de aprendizagem de máquina são bem eficientes quando o assunto é procurar padrões e criar regras de associação. Talvez esta seja a primeira vez em que podemos acompanhar, em tempo real, como uma doença está se propagando pelos 5 continentes. O site https://www.worldometers.info/coronavirus/, por exemplo, mostra estatística atualizadas sobre casos suspeitos, confirmados e taxa de mortalidade em diversos países. Técnicas de visualização de dados foram empregadas de modo que podemos acompanhar, no mapa, a localização da doença. Os dados disponibilizados em repositórios nos ajudarão a responder perguntas como: o número de casos da doença está crescendo ou diminuindo? A taxa de mortalidade é comparável a quais outras doenças? Qual é o próximo país em que o coronavírus chegará? E quando? Quantos casos ainda temos pela frente? Quais os impactos para o mercado financeiro? E para o turismo?

São incontáveis perguntas, mas talvez pela primeira vez na história usaremos não apenas remédios e recomendações médicas, mas também nos serviremos de grandes redes neurais artificiais e big data de modo a contingenciar e, quem sabe até erradicar o COVID-19. Será que o coronavírus está preparado para o nosso arsenal tecnológico? Será que nossa tecnologia é mais avançada que a inteligência de um vírus invisível?

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