Cotemig: Sua revolução começa aqui

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Em 04 de novembro de 2019

Por Alysson Lisboa

Envolver o aluno para que ele possa aprender e perceber caminhos

"Diga-me eu esquecerei, ensina-me e eu poderei lembrar, envolva-me e eu aprenderei". Essa frase, supostamente dita por Benjamin Franklin faz todo sentido quando estamos diante do desafio de ensinar. Neste artigo vou contar um pouco sobre uma das experiências mais incríveis que participo como docente, a Rota Empreendedora que acontece no Colégio Cotemig.

A ideia surgiu no ano passado. Eu percebia que falar sobre os espaços de inovação, criação e compartilhamento de Belo Horizonte era algo um pouco distante da maioria dos alunos. Mostrava fotos, falava sobre os espaços, apresentava algumas startups, trazia especialistas para conversar com os alunos. Porém, ainda faltava algo que pudesse dar sentido a tudo isso. A partir desse momento surgiu o Rota Empreendedora.

Apresentei o projeto aos coordenadores e diretores das Unidades Floresta e Barroca e tive, prontamente, o sinal verde para seguir o projeto. Saímos então com 50 alunos distribuídos em dois ônibus para um dia repleto de novidades fora da sala de aula. O coordenador Leonardo levou uma turma e eu levei a outra. O objetivo era visitar quatro espaços incríveis em Belo Horizonte: Raja Valley, Semear Innovation, Monetizze e Órbi Conecta.

Raja Valley: lugar pulsante movido por conexões

Nosso ponto de partida foi o quinto andar do prédio do Raja Valley. Onde um dia já foi o Raja Hall, espaço de eventos na cidade. Atualmente, é mais uma área do complexo de salas de escritório, salas de reunião para dezenas de empresas. O espaço é gerido pelo CEO João Fialho. O Raja Valley é um lugar pulsante com uma movimentação constante de empreendedores, estudantes, investidores e todo tipo de gente disposta a fazer negócios e entender ou pouco sobre o mundo da inovação.

Quem recebeu os alunos para um tour foi Yuri Kiyomura, analista de marketing. Eles puderam visitar as instalações, conversar com empresários e sentir um pouco do que é viver em um espaço compartilhado. Visitaram também a empresa TagPlus, instalada lá e que teve sua decoração inspirada na Série Star Wars.

Depois do tour os alunos assistiram palestras inspiradoras de Gustavo Porto responsável pelo Raja Ventures, programa de aceleração do Raja Valley e da simpática e competente Patrícia Macedo da Construtech Innovation, empresa ligada à inovação no setor da construção civil.

O dia estava apenas começando quando os participantes do Rota Empreendedora Cotemig seguiram para o Semear Innovation. Lá foram recebidos por Pedro Matos – head de marketing. O Semear é um espaço de Coworking e também tem é gerido pelo FCJ Ventures Builder, fundo de investimentos de startups. Os alunos assistiram a pitchs, puderam conversar e tirar dúvidas.

Pausa para o almoço e prontos para continuar nossa jornada. No período da tarde a Rota foi parar na Monetizze. Fomos recebidos pela equipe de eventos da da empresa, Wellington Silva e Carolina Ferreira. Conversou com os alunos a Adriana Ferreira e Amanda Santos, ambas do setor Gente - responsáveis pela gestão de talentos. A empresa que um dia foi uma startup, hoje é o trabalho dos sonhos para mais 200 funcionários.

O momento em que as coisas passam a fazer sentido

Não existe nada mais importante para um professor do que o processo de descoberta do aluno. Foi nítido perceber o olhar de admiração e encantamento durante as visitas. São momentos de grande alegria para nós, professores, que sempre buscamos levar até aos alunos conteúdo de qualidade e um aprendizado diferenciado. Durante a visita à Monetizze ficou nítida a mudança na mente de cada um dos alunos. "Professor, foi incrível o que aconteceu aqui"; "Professor, não quero ir embora", ressaltaram alguns deles. Os fundadores da Monetizze, Fernanda Campos e Márcio Motta conversaram também com os alunos além do Bruno Pulis da área de TI.

Já era 15 horas quando seguimos rumo à nossa última parada do dia, a Órbi Conecta – espaço gerido pela MRV, Banco Inter e Localiza. Os alunos foram recepcionados pela Agata Ferreira, agente de conexões. No Órbi eles puderam ouvir um pouco sobre como o local faz a conexão entre empresas e o mercado. Depois visitaram as startups que fazem parte do espaço e tiraram dúvidas com os empresários - como o Pedro Vasconcellos da Beer or Coffee.

Hora de voltar para a escola

Já dentro do ônibus e voltando para a unidade da escola o cansaço dos alunos começou a bater, mas era também perceptível o encantamento nos olhos de cada um deles. Um dia mágico e histórico, não apenas para os 50 alunos que participaram desse desafio, mas para mim também como professor de Empreendedorismo.

Precisamos pensar a educação a partir de um novo prisma. Contar histórias ao invés de impor o conteúdo torna mais fácil aprender e mais fácil ensinar. Fomos programados a pensar em escala, linhas de produção em uma escola conteudista. Durante séculos esquecemos de pensar o indivíduo, a construção de cada identidade e a singularidade de cada percurso. As escolas que conseguirem perceber o aluno como protagonista do seu aprendizado estarão muito mais próximas das novas demandas do mundo e contribuirão para indivíduos cada vez mais autônomos.

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